quinta-feira, setembro 25, 2008

A Sétima Cruzada Contra o Monstro Invisível

Pouco a pouco, o público chegava na mais tradicional casa de shows do Rio de Janeiro. Gente de todos os cantos vinha sentando nas poltronas e nas mesas dos diversos setores e também invadindo a pista do Canecão para assistir ao mais novo show de uma das maiores bandas do país. “7 Vezes”, o nome do novo CD e da nova turnê do “O Rappa” estreou em 28 de agosto, trazendo de volta Falcão, Xandão, Lauro Farias e Marcelo Lobato em grande forma e com algumas inovações. O discurso retórico dos discos anteriores (desigualdade social – violência – fé – esperança) continua, mas com frescor e arranjos que não devem nada ao disco anterior “O Silêncio Q Precede O Esporro”, que inaugurou uma nova fase vivida pelo grupo sem a presença do compositor e baterista Marcelo Yuka (vítima de um assalto que o deixou paraplégico). “Monstro Invisível”, hit inegável que chegou às rádios há cerca de três meses, mostra Xandão mais à vontade na construção dos riffs de guitarra, ausência sentida nos discos anteriores, que sempre deram mais ênfase ao som inebriante do baixo de Lauro Farias e marcante da bateria. O cenário traz um show à parte, interagindo com os músicos, platéia e as próprias canções. Os sucessos de “Lado B, Lado A”, “Rappa Mundi”e do próprio “Silêncio...” foram cantados em coro pelos fãs que pulavam e dançavam tranquilamente, num evento que transcorreu sem confusões ou brigas, que são muito comuns nos shows do grupo. Marcelo e Marcos Lobato (este último quase que um quinto membro da banda) dividiam os efeitos e os teclados com a competência de sempre, e Falcão transparecia maturidade e ao mesmo tempo êxtase de estar de volta aos palcos com uma nova idéia a defender. Aliás, os vocais do líder do “O Rappa”estão cada vez melhores, coisa que só se adquire com a estrada e com o tempo. No geral, o saldo é positivo, mas o público merecia um bis maior. Pareceu que o final do show não foi muito ensaiado (talvez tenha havido falta de direção neste item que muito importante), mas tudo isto é superado pelo carisma dos integrantes do conjunto, que mostraram mais cadência e inteligência nas composições e nas performances de palco. Quando a turnê engrenar e acertar os pontos que precisam de um pouco mais de atenção, o "Monstro"que se cuide...

Um comentário:

  1. Anônimo12:56 AM

    "7 vezes", e diria até 7x70, volto a assistir e curtir essa banda! Legal saber que tb nesse show no Canecão [do qual eu estava com o ingresso na mao e acabei nao podendo ir :( ] transcorreu sem as "tradicionais" confusões. E pelo visto, nao foi só pelo fato de ter sido numa casa tradicional, pq posso dizer que tb vi (de camarote) essa "paz" no Rio Mix Festival, que aconteceu dia 04 de outubro no Teatro Popular em Niterói. Esperamos que continue assim! :)

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